Pescador de Homens!

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Evangelho segundo S. Lucas 5,1-11.

Encontrando-se junto do lago de Genesaré, e comprimindo-se à volta dele a multidão para escutar a palavra de Deus, Jesus viu dois barcos que se encontravam junto do lago. Os pescadores tinham descido deles e lavavam as redes. Entrou num dos barcos, que era de Simão, pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra e, sentando-se, dali se pôs a ensinar a multidão. Quando acabou de falar, disse a Simão: «Faz-te ao largo; e vós, lançai as redes para a pesca.» Simão respondeu: «Mestre, trabalhámos durante toda a noite e nada apanhámos; mas, porque Tu o dizes, lançarei as redes.» Assim fizeram e apanharam uma grande quantidade de peixe. As redes estavam a romper-se, e eles fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco, para que os viessem ajudar. Vieram e encheram os dois barcos, a ponto de se irem afundando. Ao ver isto, Simão Pedro caiu aos pés de Jesus, dizendo: «Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador.» Ele e todos os que com ele estavam encheram-se de espanto por causa da pesca que tinham feito; o mesmo acontecera a Tiago e a João, filhos de Zebedeu e companheiros de Simão. Jesus disse a Simão: «Não tenhas receio; de futuro, serás pescador de homens.» E, depois de terem reconduzido os barcos para terra, deixaram tudo e seguiram Jesus.

Pescador de homens!

Quando Jesus disse a Simão Pedro essas palavras, qual era sua intenção?

Qual é a intenção de um pescador que vai às águas e lança a sua rede?

Com certeza é a busca dos peixes, seu único objetivo.

Pescador de homens! A busca da humanidade!

Não sei se estou enganado, mas essa busca hoje não existe! Com algumas exceções, como a dos religiosos Redentoristas que, sem apoio algum da mídia, seguem aquilo que lhes indicou seu fundador, Santo Afonso Maria de Ligório, na pregação de missões por este Brasil afora de forma plena e com verdadeira intenção de salvar e ainda outros tantos religiosos que entregam suas vidas em troca de outras vidas para Deus, percebe-se que bispos, em suas dioceses, vigários, em suas paróquias, não aparecem para as pessoas. Apenas na missa aos domingos!

Eles não entendem que também hoje, como sucessores de Simão Pedro, são os pescadores de homens. A busca que eles fazem é aquela por meio de  muito show e barulho, presença de artistas do mundo profano, exibicionismo nos cultos, tudo a troco de dizer que estão ajudando a tirar os jovens da droga….Mas eles não ensinam…Eles não mostram que o caminho de Deus é muito diferente daquele que se está percorrendo. Hoje estão se formando católicos radicais e duros para os que não professam o credo de Roma…Mudou-se completamente o objetivo do pescador de homens. Quando se pesca, vem muita coisa boa e muita coisa que não serve. Com toda a certeza, devem-se usar só as coisas boas e desfazer-se das coisas que não servem. Mas hoje não se lançam mais as redes…Simplesmente dizem que aqueles que estão aqui estão salvos e os que não, condenados. E a evangelização? E a missão da conversão? E o ecumenismo? E a oração da alma? E a Igreja, Casa de silêncio e oração?

Sinto hoje uma Igreja, de modo geral, muito fria e sem piedade….Não percebo a rede dos pescadores…..Apenas vejo a preocupação do aumento da quantidade de pessoas que possam contribuir na ajuda do engrandecimento da diocese e da paróquia, para continuar mostrando a todos que essa Igreja é a maior perante todas as outras…

O objetivo da pescaria está fora de planos….

Evangelização

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Evangelho segundo S. Mateus 15,1-2.10-14.

Aproximaram-se, então, de Jesus alguns fariseus e doutores da Lei, vindos de Jerusalém e disseram-lhe: «Porque transgridem os teus discípulos a tradição dos antigos? Pois não lavam as mãos antes das refeições.» Jesus chamou, depois, a multidão para junto de si e disse-lhes: «Escutai e tratai de compreender! Não é aquilo que entra pela boca que torna o homem impuro; o que sai da boca é que torna o homem impuro.» Os discípulos aproximaram-se dele e disseram-lhe: «Sabes que os fariseus ficaram escandalizados, por te ouvirem falar assim?» Ele respondeu: «Toda a planta que não tenha sido plantada por meu Pai celeste será arrancada. Deixai-os: são cegos a conduzir outros cegos! Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão nalguma cova.»

 
Cristo nos trouxe a Palavra pessoalmente. Ela antes era transmitida pelos profetas. Cristo não é apenas um profeta !Ele é a própria Palavra.
E quando Ele transmite, observa a livre escolha das pessoas que desde a criação foi estabelecida por Deus. Assim Deus deixou a Adão e Eva a possibilidade de escolher seguir seu caminho ou desobedecer por iniciativa própria. Eles desobedeceram! Deus perguntou a Caim:” Onde está teu irmão Abel?”-Caim respondeu:”Não sei!Sou porventura eu o guarda do meu irmão?”(Gn 4,9) É evidente que Deus, com sua oniciência e onipresença sabia o que tinha acontecido, mas ao perguntar a Caim sobre Abel, estava lhe dando a oporutnidade do reconhecimento e arrependimento. Caim não o fez. Pelo evangelho de hoje, também Cristo deixa claro que Ele veio para nos dar a possibilidade do reconhecimento e arrependimento de nossas faltas. Mas se não aceitamos, nos tornamos cegos e cairemos na cova!
 
Esse é o grande intuito da evangelização!

É fácil ser cristão. A constituição de Deus!

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Evangelho segundo S. Mateus 22,34-40.

Constando-lhes que Jesus reduzira os saduceus ao silêncio, os fariseus reuniram-se em grupo. E um deles, que era legista, perguntou-lhe para o embaraçar: «Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?» Jesus disse lhe: Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente. Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.»

 

É fácil ser cristão! São apenas duas obrigações!

Entretanto elas têm que ser cumpridas à risca. De espírito, mente e  corpo!

O primeiro mandamento: Amarás ao Senhor Teu Deus, compreende acima de tudo a fé e a confiança de que Ele nunca nos abandonará!

O segundo mandamento: Amarás teu próximo como a ti mesmo, compreende seu desapego total e irrestrito em favor de todas as pessoas!

Quando isso é realizado vivemos o melhor clima de felicidade ao termos certeza de que estamos sendo amados, antes de tudo, por Deus e também por todas as pessoas do mundo em todos os tempos.

Precisamos mais amor?

Eu ajudo a Igreja

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Evangelho segundo S. Mateus 23,23-26.

Ai de vós, doutores da Lei e fariseus hipócritas, porque pagais o dízimo da hortelã, do funcho e do cominho e desprezais o mais importante da Lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade! Devíeis praticar estas coisas, sem deixar aquelas. Guias cegos, que filtrais um mosquito e engolis um camelo! Ai de vós, doutores da Lei e fariseus hipócritas, porque limpais o exterior do copo e do prato, quando por dentro estão cheios de rapina e de iniquidade! Fariseu cego! Limpa antes o interior do copo, para que o exterior também fique limpo.

 

O evangelho é bem sugestivo….

Temos sempre a idéia que ao darmos uma contribuição à igreja temos nosso compromisso de cristãos totalmente realizado e , ainda pior, até nos achamos “donos” da entidade.

Eu ajudo a igreja…..

Pronto, cumpro minha obrigação e quem não cumpre dela não faz parte….

De repente estou simplesmente me esquecendo que a contribuição é apenas um acessório para a sobrevivência da igreja na comunidade, não é o principal quando se considera a mensagem que Cristo nos dá.

Pago dízimo, faço minhas ofertas e saio da igreja censurando aqueles que não o fazem ou aqueles que não professam essa mesma igreja.

A contribuição financeira me faz esquecer a contribuição do amor e da desapegada atenção a todas as pessoas, ainda que não participem do meu credo.

E assim, formamos o clubinho da igreja em nossa comunidade e o imprescindìvel, que está escondido em nossas consciências, o interesse pela salvação de todas as pessoas, o cumprimento consciente dos mandamentos divinos ficam relegados a segundo plano quando imaginamos realizar….

Reflitamos esse evangelho…..quem são os fariseus?

O LADO BOM DOS CREDOS

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PRIMEIRO

 Antes de tudo devo informar que sou há mais de 6 décadas católico, apostólico, romano!
Tenho debatido com pessoas do espiritismo kardecista sobre diversas situações , principalmente refutando a questão da reencarnação.
Entretanto, vejo muito amor e caridade entre os espíritas. Os livros de Chico Xavier têm um perfeito direcionamento da vida, considerando sempre o bem e a caridade.
Conquanto não participe da doutrina que consideram após a morte, entendo que a prática dos mandamentos é a mesma dos católicos. E eles ainda lêem nosso evangelho e rezam nossas orações.
Por isso considero que deva respeitar a sua escolha e, em momento algum, imaginar de que eles não sejam dignos de Deus.
Pode ser que seja difícil a compreensão, mas o respeito pela outra opção de procurar Deus é o real sentimento católico.
Aliás, nosso papa busca cada vez mais a aproximação principalmente àqueles que reconhecem Cristo.

SEGUNDO 

Essas pessoas que se dizem católicas praticam verdadeiramente o catolicismo?
Conhecem bem as mensagens de Cristo? Põem-nas em prática?
No evangelho Jesus disse que o mais importante é recuperar a ovelha desgarrada, é considerar o filho pródigo.
Antes de tudo, ao nos referirmos às pessoas, temos de orar muito, ter muita paciência e mostrar nossa caridade e amor com honestidade.
Assim, no lugar de tomarmos o lugar dos pagãos quando perseguiram os cristãos, devemos nos aproximar com interesse salutar e por meio das boas obras que os espíritas fazem tentarmos, ainda que exaustivamente, um diálogo cristão e católico. Embora a Igreja Católica tenha sua doutrina rígida, mas que não decepciona, como disse João Paulo II, o objetivo do católico é a evangelização e esta se faz pela aproximação com amor e não pelo desprezo de quem Deus também ama.
Quando Deus perguntou a Caim: “Onde está teu irmão Abel?” com certeza sabia onde ele estava, apenas dava a Caim a oportunidade de reconhecer e arrepender-se do que fez. Dessa forma, vamos , ao responder a Deus onde estão nossos irmãos, rever nossa postura e conduzir de forma cristã e católica nossas ações.

TERCEIRO

Há “católicos” que sabem mais da doutrina espírita do que da católica!
Há “católicos” que não sabem o que é evangelizar!
Há “catolicos” que sentem dificuldades de entender que a Deus interessa que todos sejam bons!
Há “católicos” que agem como se não existisse esforço de conciliação entre as pessoas!
Há “católicos” que se dizem católicos mas não abrem mão de nada que “imaginam” ser correto.
Há “católicos” apenas preocupados com as quantidades de pessoas que freqüentam as igrejas, ainda que sem qualidade!
Há “católicos” que entendem que o bem praticado pelas pessoas só tem valor quando elas se dizem católicas!
Meus amigos, deixemos de lado nossa vaidade, que é um pecado, nosso orgulho e soberba, que é um pecado, nosso egoísmo, que é um pecado e tentemos descobrir sobretudo o amor a todas as pessoas indistintamente. Isso é lição do evangelho!
Há divergências entre católicos e outros credos? Muitas! Mas o caminho certo é o da oração constante, a paciência de ouvir e a tranquilidade e sabedoria de contra-argumentar. Lembrem-se todos, importante para sucesso na missão de trazer as pessoas a Deus é nosso próprio exemplo, com muito amor e desprendimento.

QUARTO

Não fugindo deste assunto, lembro que a grande diferença que existe na prática católica com a prática dos protestantes é que estes procuram Deus apenas para conseguirem a vida melhor para si próprios, enquanto os católicos procuram Deus principalmente pela caridade e amor ao próximo….A TODAS AS PESSOAS!
Não nos esqueçamos disso, continuemos em nossa fé católica e praticando o amor ao próximo como a nós mesmos, seja este próximo de que raça, cor, credo for! Isso é a obrigação de todo católico para pemanecer na sua crença!

QUINTO

O que é evangelizar?
É levar a Palavra de Deus e Jesus Cristo às pessoas.
Hoje há muita confusão com proselitismo, ou seja, arrebanhar pessoas e contar quantos participantes freqüentam os cultos da igreja….
Mas o importante é que as pessoas entendam o conteúdo profundo da Palavra e coloquem em prática a doutrina católica…Freqüentar apenas para ter alguma coisa que fazer não é cumprir as obrigações com Deus. Assim, em primeiro lugar está o amor a Deus e logo em seguida ao nosso próximo. Orar por todas as pessoas é muito mais salutar do que repreendê-las e reprimi-las. Muito importante é saber buscar entre todos, sejam de que credo for, o caminho do bem, o caminho de Deus. Pode-se perceber sempre nas manifestações de nosso papa o desejo profundo da aproximação de todas as igrejas em um sonhado ecumenismo, quando todos professem uma única fé. Esse é o objetivo que deve ser alcançado principalmente com muita oração e amor.

SEXTO

Sou católico e como tal procuro o objetivo principal que é o amor. Por isso não imagino uma Igreja que seja radical em seus princípios e simplesmente considere que os que nela estão são salvos e os outros condenados. Há sempre em qualquer credo o lado bom, de tanto amor quanto na nossa Igreja. E esse lado bom não deve ser deixado de lado, deve ser aproveitado. Quando se defende esse lado bom de outro credo, não representa que se está compartilhando ou mesmo professando também esse credo. O que se compartilha é o lado bom, é o amor. No que Cristo deixou expressamente aos seus discípulos, que delegaram seus sucessores na Igreja Católica, foi a determinação:”Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura”(Mc 16,15). Isso quer dizer que não basta apenas seguirmos os preceitos da nossa Igreja, mas também irmos ao encontro de todas as pessoas de boa vontade para levarmos a Palavra de Deus e Cristo que é a própria Palavra. O exemplo de Saulo, que se tornou São Paulo, é bastante esclarecedor. Os discípulos, naquele tempo, consideravam que Cristo tinha de ser levado apenas a Israel, o povo de Deus, mas São Paulo, convertido, foi o apóstolo dos gentios, os que não eram judeus e isso, naquela época foi a princípio uma idéia entre os discípulos de que não era correto fazer. Mas o apóstolo São Pedro, o primeiro papa, entendeu bem o recado de Jesus e desfez o preconceito, pois lembrou a determinação de Cristo:”…a toda criatura” Assim, o espírita, como o judeu, como o protestante, embora não tenham a convicção católica, também têm o seu lado bom que deve ser reconhecido e a nós católicos a incumbência que não é tão fácil de lhes mostrarmos o melhor sentido do caminho para Deus. 

SÉTIMO

Não se trata aqui de irenismo, ou seja, concessão doutrinária destinada a insinuar que não existem diferenças de Credo.
Elas existem, mas há também o lado bom em outro credo considerando o que disse Bento XVI: “O diálogo ecumênico avança não apenas mediante um intercâmbio de idéias, mas partilhando os dons que nos enriquecem mutuamente.”
Quando o nosso papa fala em intercâmbio de ideías e partilhamento de dons, entende que existe o bem também do outro lado que, com muita oração e entendimento, pode ser ajustado à doutrina católica que é a única representante de Cristo aqui na Terra. O objetivo de minhas idéias não é simplesmente entender o lado bom de outros credos, mas não deixar de lutar pelo ecumenismo buscado pelo nosso sumo pontífice, afinal, como mencionei anteriormente, a Igreja Católica difere, principalmente das evangélicas, por que prega o amor e a caridade a todas as pessoas acima de tudo, inclusive de nós mesmos. Reconhecer que não há amor, não há bem na prática de outros credos é criar de início o obstáculo do grande entendimento entre as pessoas.

 

Considerações de um teólogo….

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Hans Küng *

O PAPA E BUSH UNIDOS NOS ERROS

A.Ierardi

OS ERROS DO PAPA?

Hans Küng

“O Papa está no cargo há apenas três anos. Mas, não poderia aprender, pergunto-me, dos fracassos do presidente Bush? À sua grande inteligência e à sua sensibilidade não podem escapar os sinais admonitórios para o futuro de seu pontificado”, escreve Hans Küng, teólogo, em artigo publicado no jornal italiano La Stampa, 22-07-2008 e publicado por IHU.E o teólogo aponta cinco sinais. Eis o artigo.

Em abril Bento XVI festejou os seus 81 anos com George W. Bush na Casa Branca. Curioso: o Papa, embaixador de paz e verdade, brinda com um presidente de guerra que, mesmo aos olhos de nós americanos, com as mentiras e a propaganda arrastou uma grande democracia para uma guerra brutal, sem aparentes estratégias para dela sair.

A.Ierardi
O fato da comemoração do aniversário do papa na visita aos EUA , coincidência muito feliz para uma atitude inspirada do Sumo Pontífice que foi ao encontro de 70 milhões de católicos, 23% da população daquele país e 5% dos católicos no mundo.Trago aqui as próprias palavras do presidente Bush:«Aniversários são geralmente celebrados com os amigos mais próximos. Então toda a nossa nação se sente honrada por sua decisão de passar este dia conosco».

Hans Küng

Segundo uma sondagem recente, oitenta por cento dos americanos estão convencidos que os Estados Unidos estão “no caminho errado”. Daqui provém o slogan desta campanha eleitoral para a Casa Branca:

“Mudança”. E o Papa? À parte sua tardia admissão de culpa pelos inumeráveis casos de pedofilia entre o clero católico, não disse praticamente nenhuma palavra de mudança na igreja e na sociedade.

George W. Bush e Joseph Ratzinger são diversos por caráter, instrução e modo de falar, como podem sê-lo um caubói do Texas e um prelado romano. Bush jamais mascarou sua conduta antiintelectual. Seu conhecimento da história é tão limitado quanto seu conhecimento da geografia, das línguas estrangeiras e da filosofia. Uma coletânea de suas famigeradas gafes lingüísticas e lógicas (”Bushismos”) produziu muitas risadas. Sua visão do mundo está reclusa no modelo maniqueísta de oposição entre o bem (”nós”) e o mal (”eles”).
Contrariamente, Bento XVI gozou de uma excelente instrução clássica e aprendeu algumas línguas estrangeiras. Seu pensamento é subtil, sua linguagem refinada, suas ações prudentes. Por um quarto de século observou atentamente as coisas do mundo a partir das janelas do Vaticano. Nas decisões deixa-se guiar pelos usos centenários da Cúria romana, o corpo administrativo da Igreja católica romana. No entanto, os dois têm também muito em comum. Ambos adoram as aparições pomposas, sejam elas num avião ou diante das massas na praça de São Pedro. Por ocasião da visita do Papa, o Presidente tentou competir com o cerimonial imperial do pontífice romano recorrendo a uma guarda de honra e uma salva com 21 tiros de canhão. Tanto o Presidente como o Papa compartilham um comportamento conservador, sobretudo quando se trata de controle dos nascimentos, moral familiar, exibida devoção cristã. No caso do presidente, este comportamento parece antes fundamentalista; no caso do Papa, sobrecarregado de tradição. Obviamente, ambos pensavam que toda esta ostentação de fundamentos morais compartilhados tivesse o efeito de ganhar pontos com o público americano.
Em sua recente viagem de despedida pelas capitais européias, era evidente que o Presidente, que só encontrou fraca indiferença, bem como demonstrações hostis, foi anulado como um pato manco. Inabalável, repetiu o seu discurso sobre a luta pela liberdade e a democracia, pela “segurança” e a paz. Demonstrou deste modo sua versão pessoal de infalibilidade, que o torna incapaz de aprender qualquer coisa e o impede de aproveitar qualquer ocasião para admitir sua culpa ante o imenso desastre que suas ações criaram no mundo.
O Papa, ao invés, não é um pato manco. E, embora ele, segundo uma doutrina romana mais recente, ainda tenha certa “infalibilidade nas questões de fé e moral”, é, no entanto, capaz de aprender. Depois de tudo, concedeu a mim, seu crítico, uma amigável conversação de quatro horas na residência estiva de Castel Gandolfo, no decurso da qual mostrou uma surpreendente capacidade de dar passos em frente em suas reflexões. E, na viagem de 2006 à Turquia, corrigiu - com uma visita não programada a um mosteiro e uma clara expressão de alta consideração pelo Islã - as controversas observações sobre o Islã como religião de violência, feita alguns meses antes na Alemanha, na Universidade de Regensburg.

A.Ierardi
A comparação entre as atitudes de ambos é meramente circunstancial como colocarem-se lado a lado duas pessoas de pleno realce internacional e tentarem-se encontrar pontos coincidentes e divergentes.Quanto às aparições pomposas, pergunto ao eminente teólogo como seria a sua se estivesse no lugar de qualquer deles? “Dar passos em frente em suas reflexões” segundo palavras do próprio teólogo, é o ponto realmente muito positivo nessa dissertação!

Hans Küng

O Papa está no cargo há apenas três anos. Mas, não poderia aprender, pergunto-me, dos fracassos do presidente Bush? À sua grande inteligência e à sua sensibilidade não podem escapar os sinais admonitórios para o futuro de seu pontificado.

Assinalo cinco:

1. Com a reintrodução do tradicional rito latino na Missa, abolido pelo Concílio Vaticano II e por Paulo VI em favor de uma liturgia mais acessível em língua vernácula, atraiu muitas críticas no episcopado e entre os pastores.

A.Ierardi
O Moto-Proprio bem redigido e inspirado por Bento XVI sobre a reintrodução do rito latino na Missa, veio atender aos anseios de tantos religiosos e leigos católicos, que praticaram a liturgia antes de 1965 e mantiveram dentro de si as bases dessa prática, tornando a mudança litúrgica, que foi muito correta, definida pelo Concílio Vaticano II quase que impraticável no seu contato com as coisas do Pai. Evidentemente as críticas surgiram considerando-se que, no universo de tantos pensamentos diferentes em tantas cabeças, existe a população que não participou anteriormente da prática litúrgica do rito latino e observando assim que esta tenha sido uma volta a algo ultrapassado.Entretanto a atitude do papa pondera os dois lados com visão abrangente.

Hans Küng

2. No encontro com o patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, em Istambul, o Papa não deu sinais de compromisso em relação a direitos legais romanos medievais sobre as igrejas ortodoxas e assim não deu sequer um passo em frente para a reunificação entre Leste e Oeste.

A.Ierardi
Trago aqui alguns pronunciamentos do papa sobre o assunto referido:«A comunhão plena está orientada a uma comunhão na verdade e na caridade.Não podemos contentar-nos em ficar em estágios intermediários, mas temos de buscar sem cessar, com valentia, lucidez e humildade, a vontade de Jesus Cristo, ainda que isto não corresponda a nossos simples projetos humanos».

«A realização da unidade plena da Igreja e a reconciliação entre os cristãos exigem a submissão de nossas vontades à vontade do Senhor: Uma tarefa assim tem de comprometer os pastores, os teólogos e todas nossas comunidades, cada um segundo o papel que lhe é próprio».

Dado que as feridas históricas são tão difíceis de cicatrizar desde há já quase mil anos, o Papa reconheceu que «para avançar no caminho da unidade não são suficientes nossas frágeis forças».

«Temos de pedir a ajuda do Senhor, através de uma oração cada vez mais insistente, pois a unidade é antes de tudo um dom de Deus», concluiu.

Uma vez mais a atitude do papa é de muita esperança, fé e sobretudo cautela para um assunto tão remoto!

Hans Küng
3. Com as aparições públicas em suntuosas vestes litúrgicas no estilo de Leão X, que queria degustar o pontificado em todos os seus ágios e que encerra a principal responsabilidade pelo “não” de Roma às exigências de Reforma de Lutero, Bento XVI confirmou a idéia de muitos protestantes de que o Papa não conhece em profundidade a Reforma.

A.Ierardi
O porta-voz autorizado do vaticano explicou que o Papa Bento XVI deseja demonstrar, com estes resgates de vestuário, também exteriormente, continuidade em relação a seus antecessores: os papas passam, mas a tradição ultrapassa suas pessoas. Quanto ao fato das exigências de Reforma de Lutero, ninguém melhor que Bento XVI, conterrâneo e profundo conhecedor a teologia católica e cristã, para entender se a atitude em sua indumentária é nociva à pratica católica de hoje. Bento XVI conhece perfeitamente o outro lado e sabe conduzir em seus intentos inspirados a nação católica num perfeito pensamento coerente e litúrgico.

Hans Küng
4. Mantendo rigidamente a lei medieval do celibato para o clero ocidental, tem a principal responsabilidade pelo declínio do sacerdócio católico em muitos países e pelo desmoronamento das tradicionais estruturas da cura pastoral nas sempre mais numerosas comunidades que ficaram sem padres.

A.Ierardi
A princípio causa-me estranheza a visão negativa do período medieval que parece ter o teólogo articulista. Todo bom católico bem sabe que a Igreja na Idade Média salvou a cultura e civilização ocidental dos ataques bárbaros e teve preclaros pensadores, filósofos, teólogos, cientistas, engenheiros e arquitetos. A mentalidade pois que houve naquela época estendeu-se até nós no melhor aproveitamento de experiências oportunas, ainda que os iluministas tentassem distorcer essas idéias.

Nos dias de hoje apenas coloco em questão se a população celibatária de cerca de  1.300.000 sacerdotes, religiosos e religiosas no planeta têm a intenção de mudar o seu compromisso de castidade um dia oferecido ao Pai. João Paulo II disse uma vez :”A doutrina católica é dura, mas não decepciona!”

A afirmação de declínio e desmoronamento é exagerada , visto que ainda que assim fosse, a Igreja irá permanecer, como aconteceu nesses mais de 2.000 anos. Isso é do evangelho!

Hans Küng
5. Insistindo na perniciosa encíclica Humanae Vitae contra qualquer forma de controle dos nascimentos, o Papa compartilha a responsabilidade da superpopulação, sobretudo, nos países mais pobres, e da ulterior difusão da Aids.

A.Ierardi
“João Paulo II tomou uma decisão sobre a «Humanae Vitae» e a deixou nas mãos do Espírito Santo. Isso é algo verdadeiramente notável. Tudo o que precisamos dele para que seja santo é compreender o momento em que ele tomou a decisão de escrever a «Humanae Vitae». A publicação dessa encíclica foi duríssima. Ter tomado essa decisão é verdadeiramente um milagre. Esse milagre já é suficiente para que ele seja canonizado. Ele era uma pessoa muito, muito santa, e tomou provavelmente uma das decisões mais dura – se não a mais dura – do século XX. Mas era a correta. Espero que ele seja canonizado.” São palavras de Dr. Thomas Hilgers, co-fundador do instituto Paulo VI, de Omaha, Nebraska, desenvolveu o Creighton Model Fertility Care System e é autor de “The Medical and Surgical Applications of NaProTechnology” (Aplicações médicas e cirúrgicas da NaProTechnology).

Evidentemente Bento XVI, com toda a sabedoria com que é dotado e a inspiração em seu pontificado, segue os mesmos passos e mostra aos católicos que de fato as regras a serem cumpridas são duras, mas Cristo não nos deixa outra alternativa.

Hans Küng
Aquela que o jornalista Jacob Weisberg chama de “a tragédia de Bush” não deveria induzir Bento XVI a pensar mais atentamente em suas ações? Mal aconselhado pelos neoconservadores e tenazmente apoiado pela mídia complacente, Bush queria levar o seu país a uma “nova era americana”. Agora termina sua carreira de falido, a muito custo respeitado por seu próprio partido. “Sapienti sat” - “isto basta a quem entende” - costumavam dizer os antigos romanos. Quem conhece a situação da Igreja não necessita de ulteriores explicações.

A.Ierardi
Como Bento XVI hoje convive com todas as lideranças das nações, faz com perfeição o seu papel de sumo pontífice católico, de abrangência universal, conduzindo com maestria e segurança os ditames da Igreja Católica no mundo. É preciso, pois confiar e esperar sempre nesta vida a sublime realização da outra vida que será eterna. Se há governo, somos a favor! Sugiro essa mudança de pensamento!

(site Adital)

 

Evita Perón

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Eva, Evita como era chamada, teve uma origem humilde e saiu do interior da Argentina para a capital em busca do seu sonho de ser atriz.

EVA PERÓN
Conseguiu, foi atriz de cinema e teatro.
Deixou a vida artística depois que casou com Perón.
Ganhou projeção numa manobra populista, onde falava diretamente com o povo mais humilde, a classe obreira, crianças e idosos.
Não pôde ter filhos e decidiu ser “mãe” da Nação.
Perón era infértil, dizem alguns autores.
Evita conquistou o povo e arrastava multidões de adoradores.
Era vista, inclusive, como uma pessoa santificada, pura, um nível acima dos simples mortais.
Instituiu o voto feminino na Argentina e trabalhou pelos pobres, fundou muitas instituições e escolas.
Ela podia não ter feito nada disso, podia te ficado em sua casa , acomodada e tranqüila, mas ela decidiu fazer algo pelo povo, deixar sua marca.
Conquistou a população humilde.
Ela morreu de câncer de útero aos 33 anos, muito jovem.
Detectaram a doença um ano antes, não omitiram que estava doente, mas omitiram que tipo de doença era.
Não quiseram assustar o povo.
Mas ela morreu e foi uma comoção nacional.
Até o final, sustentada pelas costas, muito magra, com menos de 40 quilos, ela saiu no balcão da Casa Rosada e saudou o povo, a multidão que festejava a reeleição de Perón.
O velório foi gigantesco e o corpo de Eva foi embalsamado para dar a impressão de que estivesse dormindo.
Quiseram apagar as marcas do desgaste que a doença ; queriam a imortalidade de Eva de certa forma.
Evita transformou- se num mito, odiada e amada, mas nunca indiferente.
Eva virou filme, musical e existe uma vasta bibliografia sobre ela.
Ela ganhou sim a imortalidade que só a fama pode proporcionar.
É a única coisa que consegue vencer a morte.
Nem precisavam ter mumificado o corpo.
A alma de Eva Perón ficou marcada na história.
Pra sempre.
www.pranos.com.br

A Reencarnação na Bíblia (Profeta Elias)

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Há um livro da editora Pensamento, da autoria de Hermínio C. Miranda : A REENCARNAÇÃO NA BÍBLIA.

O autor traz diversas passagens da Bíblia onde busca comprovar que a reencarnação está manifestada no Livro Sagrado.

Uma dessas afirmações refere-se ao profeta Elias:

“ A informação de que o Espírito de Elias era o mesmo que animara o corpo de João Batista, recentemente executado por ordem de Herodes e não um novo espírito criado para o corpo deste. Esse mesmo João, conforme Jesus declara em outra passagem é espírito de elevadíssima condição, embora ‘no Reino dos Céus’ fosse ainda um dos menores. Isto porque, a despeito de sua gtandeza espiritual, João Batista ainda trazia certos compromissos cármicos em aberto.(grifei) Como Elias mandara degolar implacavelmente os sacerdotes de Baal no dramático desafio narrado em 1ºReis, Capítulo 18.’Disse-lhes Elias: Agarrai os profetas de Baal; que nenhum deles escape. Agararram-nos. Elias fê-los descer à torrente do Kishon e ali os matou.’”

Na verdade, Elias cumpriu o que lhe foi designado por Deus.

Ainda em 1Reis 19,13-18: “Que fazes aqui, Elias?” Ele respondeu: Eu me consumo de ardente zelo por Iahweh dos Exércitos, porque os israelitas abandonaram tua aliança, derrubaram teus altares e mataram teus profetas à espada. Fiquei somente eu e procuram tirar-me a vida.” Iahweh lhe disse:”Vai, retorna teu caminho na direção do deserto de Damasco. Irás ungir Hazael como rei de Aram. Ungirás Jeú, filho de Namsi, como rei de Israel e ungirás Eliseu, filho de Safat, de Abel-Meúla, como profeta em teu lugar. Quem escapar à espada de Hazael, Jeú o matará e o que escapar da espada de Jeú, Eliseu o matará. Mas pouparei em Israel sete mil homens, todos os joelhos que não se dobrem diante de Baal e todas as bocas que não o beijaram.

Ficou muito claro que na guerra entre Iahweh e Baal, os servos de Baal tiveram o destino de vencidos, por ordem de Iahweh.Não houve culpa nenhuma do profeta Elias ao executar a ordem de Iahweh. Portanto, a Bíblia não mostra qualquer compromisso cármico.

Em João 1,21, João Batista nega ser Elias: “Pois então, quem és, perguntaram-lhe eles. És tu Elias?” Disse ele:”Não o sou”.

Naquele tempo João já tinha sido morto por Herodes. Portanto, deveria aparecer a Jesus, na Transfiguração do monte Tabor, João Batista e não Elias, se valesse a reencarnação, pois esta ensina que quando o espírito se materializa, sempre se apresenta na forma da última encarnação. Donde se vê que João Batista não era a reencarnação de Elias.

PROFETA

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A definição do termo “profeta” é hoje considerada pelo resultado e não pela orígem.

O significado atual é de “adivinho, aquele que prediz o futuro”

Entretanto a origem grega da palavra prophétes significa: o porta-voz da divindade perante o povo.

Em hebraico o profeta era “nabi” que significa: chamador-chamado.

O significado correto é de quem “profere”, ou seja, de quem pronuncia, diz.

Na Bíblia, o profeta é o mediador entre Deus e os homens, que recebeu a revelação de Deus, não é teórico nem ideológico, é porta-voz.Nunca fala em nome pessoal. A Palavra não é dele.Não é autor ou controlador no processo, é atento à Palavra.

Assim quando se diz que profetizar significa ver o futuro, que quem profetiza é agente de uma visão, foge do  significado original que considera o profeta  apenas um mediador e não um autor.

ÚLTIMA MENSAGEM DE BP

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Se já vistes a peça Peter Pan, haveis de recordar-vos de como o chefe dos piratas estava sempre a fazer o seu discurso de despedida, porque receava que, quando lhe chegasse a hora de morrer, talvez não tivesse tempo para o fazer. Acontece-me coisa muito parecida e por isso, embora não esteja precisamente a morrer, morrerei qualquer dia e quero mandar-vos uma palavra de despedida.
Lembrai-vos de que é a última palavra que vos dirijo, por isso meditai-a.
Passei uma vida felicíssima e desejo que cada um de vós seja igualmente feliz.
Crede que Deus nos colocou neste mundo encantador para sermos felizes e apreciarmos a vida. A felicidade não vem da riqueza, nem simplesmente do êxito de uma carreira, nem dos prazeres. Um passo para a felicidade é serdes saudáveis e fortes enquanto sois rapazes, para poderdes ser úteis e gozar a vida quando fordes homens.
O estudo da natureza mostrar-vos-á as coisas belas e maravilhosas de que Deus encheu o mundo para vosso deleite. Contentai-vos com o que tendes e tirai dele o maior proveito que puderdes. Vede sempre o lado melhor das coisas e não o pior.
Mas o melhor meio para alcançar a felicidade é contribuir para a felicidade dos outros. Procurai deixar o mundo um pouco melhor de que o encontrastes e quando vos chegar a vez de morrer, podeis morrer felizes sentindo que ao menos não desperdiçastes o tempo e fizestes todo o possível por praticar o bem. Estai preparados desta maneira para viver e morrer felizes - apegai-vos sempre à vossa promessa escotista - mesmo depois de já não serdes rapazes e Deus vos ajude a proceder assim.

O Vosso Amigo

Fundador do Escotismo
(Robert Stephenson Smith Baden Powell


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