Eva, Evita como era chamada, teve uma origem humilde e saiu do interior da Argentina para a capital em busca do seu sonho de ser atriz.

EVA PERÓN
Conseguiu, foi atriz de cinema e teatro.
Deixou a vida artística depois que casou com Perón.
Ganhou projeção numa manobra populista, onde falava diretamente com o povo mais humilde, a classe obreira, crianças e idosos.
Não pôde ter filhos e decidiu ser “mãe” da Nação.
Perón era infértil, dizem alguns autores.
Evita conquistou o povo e arrastava multidões de adoradores.
Era vista, inclusive, como uma pessoa santificada, pura, um nível acima dos simples mortais.
Instituiu o voto feminino na Argentina e trabalhou pelos pobres, fundou muitas instituições e escolas.
Ela podia não ter feito nada disso, podia te ficado em sua casa , acomodada e tranqüila, mas ela decidiu fazer algo pelo povo, deixar sua marca.
Conquistou a população humilde.
Ela morreu de câncer de útero aos 33 anos, muito jovem.
Detectaram a doença um ano antes, não omitiram que estava doente, mas omitiram que tipo de doença era.
Não quiseram assustar o povo.
Mas ela morreu e foi uma comoção nacional.
Até o final, sustentada pelas costas, muito magra, com menos de 40 quilos, ela saiu no balcão da Casa Rosada e saudou o povo, a multidão que festejava a reeleição de Perón.
O velório foi gigantesco e o corpo de Eva foi embalsamado para dar a impressão de que estivesse dormindo.
Quiseram apagar as marcas do desgaste que a doença ; queriam a imortalidade de Eva de certa forma.
Evita transformou- se num mito, odiada e amada, mas nunca indiferente.
Eva virou filme, musical e existe uma vasta bibliografia sobre ela.
Ela ganhou sim a imortalidade que só a fama pode proporcionar.
É a única coisa que consegue vencer a morte.
Nem precisavam ter mumificado o corpo.
A alma de Eva Perón ficou marcada na história.
Pra sempre.
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